Palavras homônimas

Palavras Homógrafas, Homófonas, Homônimas e Parônimas

A língua portuguesa esconde, dos seus utilizadores menos atentos, pequenos pormenores quanto à pronúncia, escrita e significados das palavras. Prova desta realidade são as palavras que existem que, independentemente de serem escritas ou lidas da mesma forma, possuem significados diferentes. Existem, também, os casos contrários, em que se escrevem de forma diferente, mas, apesar disso, possuem significados diferentes.

Relativamente a este assunto, este grupo de palavras divide-se em quatro tipos diferentes: palavras homógrafas, homófonas, homônimas e parônimas.

As palavras homógrafas (do Grego: homo+graphos, igual+escrito), tal como o seu nome sugere, são palavras que se escrevem de igual forma, mas possuem significados diferentes. Exemplos:

O barco embateu contra o molho de pedras da barra marítima”;

Esta comida é servida com um molho muito saboroso”.

As palavras homófonas (do Grego: homo+fonos, igual+som), são aquelas palavras que se escrevem de maneira diferente mas, apesar disso, pronunciam-se da mesma forma, apesar de manterem significados diferentes. Exemplos:

Esta tarte de noz está deliciosa”;

Nós nunca vamos conseguir comer esta tarte toda”.

Palavras homônimasAs palavras homônimas (do Grego: homo+nimas, igual+nome), representam o grupo de palavras que se escrevem e pronunciam da mesma forma, mantendo significados diferentes. Exemplos:

Eu canto muito bem essa música”;

Coloca essas cadeiras ali no canto da sala de jantar”.

Por fim, as palavras parônimas. (do Grego: para+onymos, ao lado+nome, significando “de nome semelhante”) são as que divergem ligeiramente na forma de serem escritas, e essa pequena diferença na forma de as escrever, atribui novos significados a cada uma delas, distinguindo-as. Exemplos:

O hóspede comportou-se como um cavalheiro”;

O João foi o cavaleiro vencedor da corrida”.

Grau superlativo dos adjetivos

LetrasNa língua portuguesa, os adjetivos são utilizados para especificar qualidades de pessoas ou coisas quanto às suas caraterísticas. Enquanto adjetivos, estes pode qualificar-se mediante o seu grau, género e número. Esta é uma característica que carateriza a língua portuguesa. Por outro lado, noutras línguas como o inglês, os adjetivos não reúnem, em si sós, caraterísticas morfologias que permitam distingui-los quanto ao seu género ou número. Isto significa que a mesma palavra, sendo um adjetivo, escreve-se da mesma forma quer seja para caracterizar um homem, uma mulher, vários homens ou várias mulheres. O grau superlativo dos adjetivos tem como especial função distinguir algo (pessoa ou objeto) quanto à sua superioridade ou inferioridade, comparando as pessoas ou objetos com um ou mais elementos da mesma da sua categoria.

Um adjetivo inerente a uma pessoa, em que o seu grau é superlativo, tem como objetivo comparar essa pessoa com outra, ou com um grupo de pessoas. Isto também acontece com objetos, em que, quando utilizados numa frase, estes caracterizam o sujeito e vêm acompanhados de características a que chamamos, morfologicamente, de adjetivos.

No que diz respeito ao grau superlativo dos adjetivos, este grau pode ser relativo ou absoluto. O adjetivo no grau superlativo relativo prevê a atribuição de uma qualidade a uma pessoa ou objeto que dirá que esse elemento é mais ou menos em relação a outro elemento do mesmo conjunto. Por exemplo:

O João é menos inteligente que o Paulo” – Adjetivo Superlativo Relativo de Inferioridade.

O João é mais inteligente que o Paulo” – Adjetivo Superlativo Relativo de Superioridade.

Quando um adjetivo se encontra no grau superlativo absoluto, este visa sempre afirmar que a pessoa ou objeto é distinto de todos os outros, pelas suas caraterísticas, pelo fato de ser muito mais ou menos portador das características distintivas. No caso do grau superlativo absoluto analítico, o adjetivo surge normalmente munido de um advérbio de modo que permite categorizar alguém ou uma coisa, de determinada forma:

O João é demasiadamente inteligente” – Adjetivo Superlativo Absoluto Analítico.

Nestes casos poderíamos, sempre, acrescentar a frase “em relação a quê/quem”.

No caso dos adjetivos no grau superlativo absoluto sintético, estes recorrem aos morfemas “íssimo”, “rimo”, “imo”, etc. Alguns exemplos de adjetivos no grau superlativo absoluto sintético, são os seguintes:

O João é inteligentíssimo” – Adjetivo Superlativo Absoluto Sintético.

O João é magérrimo” – Adjetivo Superlativo Absoluto Sintético.

Os adjetivos no grau superlativo absoluto sintético visam, essencialmente, exagerar ou salientar afincadamente uma ou mais características de uma pessoa ou objeto, que o(s) distinga(m) pela abundância de propriedades que o caracterizem dessa forma.

Desinências – O que são?

As desinências são morfemas que existem em palavras com o objetivo de lhes atribuir características que, sem eles, não estariam patentes na palavra recetora. Estes morfemas são a parte da palavra que nos permite distingui-la de outras que derivam da mesma palavra mãe. É importante não confundir estes morfemas com os afixos, pois os afixos dão origem a palavras novas com significados diferentes. No caso dos morfemas que originam as desinências, estes não dão origem a palavras novas nem a novos significados. Outra característica das desinências prende-se ao lugar que elas ocupam na palavra, sendo que estas terminam a palavra. Desta forma, estas formam novas flexões das palavras.

As desinências dividem-se em 2 grupos: desinências nominais e desinências verbais.

As desinências nominais indicam flexões de gênero e de número:

Desinências de gênero: indicam o singular ou plural dos nomes (aluno – aluna, ancião – anciã, menino – menina).

Desinências de número: indicam o feminino e o masculino dos nomes (mesa – mesas, pastel – pastéis, homem – homens).

Contudo, existem substantivos e adjetivos que não admitem flexões de gênero nem de número, tais como: cama, papel, hotel e janela, não aceitam desinência de género. Estas serão sempre ou do gênero masculino ou feminino. Palavras como lápis, pires e vírus serão, quanto ao número, sempre plurais.

As desinências verbais indicam flexões de número e de pessoa, assim como modo e tempo verbal:

Desinências de número e de pessoa: são morfemas que dotam o verbo de caraterísticas que nos permitem perceber como é que ele está ou é conjugado quanto à pessoa e ao número. Exemplos: falamos (desinência –mos, que indica a primeira pessoa do plural); falas (desinência –s, que indica a segunda pessoa do singular); falam (desinência –m, que indica a terceira pessoa do plural).

Desinências de modo e tempo verbal: são morfemas que informam o modo e o tempo ca conjugação verbal em questão. Exemplos: falava (desinência –va, que indica o pretérito imperfeito do indicativo); falasse (desinência –sse, que indica o pretérito imperfeito do subjuntivo); falaria (desinência –ria, que indica o futuro do pretérito do indicativo).

Desinências verbais

Conjunção

Conjunções ─ O que são?

As conjunções são, explicando de uma maneira muito simples, são elementos/vocábulos ligantes que se inserem na frase com o objetivo de ligar e articular os seus elementos, por forma a dar o sentido desejado à frase. São utilizadas conjunções para unir orações ou proposições dentro de uma frase. Atente nas seguintes frases:

Eu vou conversar contigo, quer tu queiras, quer não.”

Conjunção: “quer…quer…”.

Eu vou ao jogo, a fim de não perder a forma física.”

Conjunção: “a fim de”.

Ele e o amigo são muito responsáveis.”

Conjunção: “e”.

As conjunções podem ser avaliadas consoante os seguintes parâmetros:

  • Quantidade de vocábulos que incorpora: simples ou compostas;

  • Função que exercem:

    • Coordenativas: copulativas, disjuntivas, adversativas e conclusivas;

    • Subordinativas: condicionais, causais, temporais, concessivas, consecutivas, finais, comparativas e integrantes.

A avaliação mais simples das conjunções é quanto à quantidade de vocábulos que constituem a conjunção. Assim, se a conjunção for apenas um vocábulo é denominada simples: mas, como, apenas, nem, etc. Se for constituída por mais do que um vocábulo é denominada composta: como se, a fim de que, tanto que, de maneira que, etc.

Outro parâmetro que caracteriza as conjunções prendem-se à sua função na frase. Começando pelas coordenativas, estas ligam palavras que desempenham, sintaticamente, a mesma função. Desta forma, serão encontradas conjunções, por exemplo, entre os sujeitos de duas orações ou entre os complementos de duas orações. Uma boa forma de identificar este tipo de conjunção é verificar se, uma vez retirada da frase, ambas as orações ficam a fazer sentido isoladamente. Se isso acontecer, então estamos perante uma conjunção coordenativa. As subcategorias destas conjunções são:

  • Copulativas, que servem apenas para ligar palavras e orações: e, nem, não só…mas também;

  • Disjuntivas, que exprimem exclusão ou alternativa: ou, quer… quer, ora… ora, seja… seja, quando… quando, já… já;

  • Adversativas, que indicam oposição ou restrição se sentido nas expressões: mas, porém, todavia, contudo;

  • Conclusivas, que exprimem uma conclusão tirada da oração anterior: logo, portanto, pois, por conseguinte.

As conjunções subordinativas, tal como o próprio nome indica, subordina o sentido de uma palavra ou oração, à outra que compõe a mesma frase. As subcategorias deste tipo de conjunção são as seguintes:

  • Condicionais, que indicam uma condição: se, contando que, a não ser que, no caso que, a menos que, sem que, salso se, dado que, desde que;

  • Causais, que indicam uma causa, uma razão ou um motivo: que, porque, como, portanto, visto que, pois que, visto como, por isso que;

  • Temporais, que invocam circunstâncias de tempo: quando, antes que, desde que, logo que, enquanto, até que, primeiro que, enquanto que, sempre que, depois que, sem que, tanto que, mal que;

  • Concessivas, exprimindo uma razão: embora, ainda que, se bem que, apesar de que, mesmo que;

  • Consecutivas, que exprimem uma consequência: que, a fim como, bem como, conforme, segundo, consoante;

  • Finais, que indicam a finalidade de uma acção que se realiza ou deixa de realizar-se: que, a fim de que, porque, para que;

  • Comparativas, estabelecendo comparação: como, assim como, bem como, conforme, segundo, consoante;

  • Integrantes, que começam orações e integram o sentido da oração anterior: como, que, se.

conjuncoes